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Atirador de Liège sentia-se "assediado" pela polícia

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Atirador de Liège sentia-se "assediado" pela polícia

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As investigações ao tiroteio em Liège, na Bélgica, revelam detalhes adicionais sobre o atirador.

De origem marroquina, Nordine Amrani sentia-se “assediado” pela polícia, devido a ser alvo de vários processos judiciais.

A procuradora de Liège explicou que, à parte das quatro granadas usadas na Praça Saint Lambert, nas buscas junto ao corpo de Amrani “não foram encontradas outras granadas”, mas sim “nove carregadores cheios, cada um com 30 balas”. Danièle Reynders acrescentou que “em nenhum momento, o equilíbrio mental [de Amrani] foi posto em causa”.

O atirador de 33 anos terá feito a primeira vítima, uma empregada de limpeza, num armazém que usava, antes de se dirigir para a praça onde lançou granadas e abriu fogo sobre a população. Matou três pessoas e feriu outras 121, antes de se suicidar.

Na casa onde vivia, a polícia tinha descoberto, já em 2007, um verdadeiro arsenal e perto de três mil plantas de cannabis.

Uma vizinha diz que “ele já era conhecido do bairro”. Acrescenta que “não sabia do tráfico de armas, mas todos sabiam das plantas de cannabis”.

Condenado a cinco anos e meio de prisão por várias acusações, Amrani tinha sido libertado sob caução a 8 de Outubro de 2010. No entanto, deveria apresentar-se em breve a tribunal e o advogado disse que ele estava “bastante inquieto” face à possibilidade de regressar à prisão.