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Escutas ilegais fazem cair acusações contra antigo presidente ucraniano

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Escutas ilegais fazem cair acusações contra antigo presidente ucraniano

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Caíram por terra as acusações contra o antigo presidente ucraniano, Léonid Koutchma, suspeito de estar envolvido na morte de um jornalista em 2000.

A decisão foi tomada por um tribunal de Kiev e justificada com as provas que sustentam a acusação.

Os juízes consideram que as escutas telefónicas realizadas ao então presidente foram obtidas de forma ilegal e, como tal, não podem ser utilizadas.

A viúva do jornalista já fez saber que vai recorrer da decisão.

Georgy Gongadze era conhecido pelas duras críticas ao regime.

O fundador e editor do jornal Ukrainska Pravda desapareceu em setembro de 2000. O corpo apareceu dias depois decapitado numa floresta, a uma centena de quilómetros de Kiev.

Segundo, a acusação o antigo general que admitiu ter estrangulado Gongadze, disse que a morte do jornalista foi encomendada por Koutchma, que assumiu a presidência da Ucrânia entre 1994 e 2005.

O caso envolve, ainda, um antigo ministro do Interior e um conselheiro do chefe de Estado.

O crime agitou a antiga república soviética e, segundo muitos, criou as bases para a Revolução Laranja.