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Itália: Cresce a contestação a Mario Monti

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Itália: Cresce a contestação a Mario Monti

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Em Itália aumenta a pressão sobre Mario Monti.

Os sinais de revolta e de obstrução política ao pacote de medidas que o primeiro-ministro quer ver implantadas para salvar a economia italiana, são evidentes

A cura de austeridade aprovada pelo governo de Monti prevê, entre outras medidas, a subida dos impostos sobre propriedade imobiliária e reduções das pensões de reforma e das despesas públicas.

Ao mesmo tempo que Monti afirmava que o país está em estado de “urgência económica”,

a Itália pagava esta quarta-feira uma taxa recorde de 6,47%, para se endividar a cinco anos.

Há uma raiva individual crescente. É necessário lê-la e interpretá-la corretamente porque surge das condições de vida do povo que somando com a tensão laboral, que continua a crescer, leva-nos a correr o risco de uma explosão social”, sublinhou Susanna Camusso, líder do CGIL, um dos maiores sindicatos italianos.

A oposição turbulenta da Liga Norte às medidas de Monti, não parece justa nem convincente para alguns cidadãos.

“Os protestos da Liga Norte são um erro. Monti foi chamado para fazer o trabalho sujo e está a fazê-lo. A Liga Norte está errada”, disse um cidadão.

“Parece um pouco mais justo do que anteriormente, mas a situação é claramente desesperada. Os sacrifícios que nos pedem para fazer são muito pesados”, disse um outro.

As poupanças estimadas com o plano de Monti estão avaliadas em cerca de 20 mil milhões de euros. Dez mil milhões serão reinjetados para relançar a economia, penalizada pela extremamente elevada dívida pública e pelo fraco crescimento.