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Prémio Sakarov destaca protagonistas da primavera árabe

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Prémio Sakarov destaca protagonistas da primavera árabe

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O Parlamento Europeu rendeu homenagem aos protagonistas das revoluções árabes.

A egípcia Asmaa Mahfouz e o líbio Ahmed al-Sanusi foram a Estrasburgo receber, pessoalmente, o prémio Sakarov. O tunisino Mohamed Bouazizi, recebeu o prémio a título póstumo por se ter imolado pelo fogo e desencadeado a Revolução de Jasmim, que levou à queda de Ben Ali.

A advogada síria Razan Zaitouneh, está na clandestinidade e o compatriota Ali Farzat, caricaturista torturado pelo exército de Al Assad, está refugiado no Kuwait.

Asmaa Mahfouz foi uma das fundadoras do movimento juvenil da praça Tahrir até Hosni Mubarak abandonar o país .

“Espero que não voltemos a apoiar o que restou do regime de Mubarak, como fizemos antes. Agora está representado pelo Conselho Militar, que usa as piores estratagemas para abortar a revolução. Mas não vai conseguir porque há uma geração forte e firme disposta a sacrificar pela revolução para construir um novo regime baseado na liberdade e a justiça social”, afirmou no discurso no Parlamento.

O libio Ahmed al Sanusi tem 77 anos e passou 31 anos atrás das grades por oposição ao regime de Muamar Kadhafi, na Líbia:

“Há que instaurar um estado democrático, constitucional, onde todos sejam iguais perante a lei e onde as mulheres possam ser completamente livres, e possam ter voz, possam eleger e ser eleitas, porque elas têm feito muitos sacrifícios”.

O presidente do Parlamento Europeu, Jerzy Buzek, apresentou m vídeo de Ali Farzat, a quem os serviços secretos sírios esmagaram as mãos no passado mês de agosto.

“Há uns dias perguntei a um amigo: ‘participas nas manifestações todos os dias, não tens medo que te matem? Respondeu-me: ‘Claro, sei que me podem matar em qualquer momento, mas não sabes como é valiosa a liberdade, é a primeira vez que ouço minha voz’.”

O prémio Sakarov reconhece a coragem dos defensores dos direitos humanos e da democracia. Os ícones da revolução árabe juntam-se assim a uma lista em que figuram Nelson Mandela ou Aung San Suu Kyi.