Última hora

Última hora

Suba para o "Pod"

Em leitura:

Suba para o "Pod"

Tamanho do texto Aa Aa

“O PRT é um sistema de transporte rápido. Estes veículos guiam, de forma autónoma, os passageiros empresariais, do parque de estacionamento, até ao terminal onde apanham o seu voo”, explica Fraser Brown, diretor-geral da empresa que gere o sistema de veículos de transporte sem condutor, em Heathrow, Londres.

Chamam-lhe “Heathrow pod” e é uma nova forma de fugir ao caos do aeroporto. Em vez de esperarem, os viajantes empresariais têm à disposição um transporte futurista, em Londres.

“Este sistema tem 21 veículos que trabalham consoante a procura. É só subir e, tal com num elevador, carrega-se no botão, as portas abrem depois é deixar-se ir”, acrescenta Brown.

Foi preciso uma década de investigação para aperfeiçoar o sistema, que beneficia da tecnologia criada em vários projetos de União Europeia. Para os tornar seguros, é utilizada também tecnologia já existente.

“As baterias vêm de Espanha, já estavam a ser produzidas quando falámos com a empresa. Os motores vêm de Itália e estavam a ser utilizados em veículos elétricos”, diz Adam Ruddle, o engenheiro responsável pelos veículos.

A sala de controlo mantém tudo debaixo de olho, enquanto os veículos circulam, sem carris, mas sabendo sempre que caminho seguir.

“O veículo mede a rotação das rodas, por isso sabe até que distância foi. Depois usa sensores a laser para medir a distância em relação às curvas e de cada lado do caminho, isso permite reconhecer a sua posição”, esclarece Ruddle.

A fiabilidade é de cerca de 99%.

Mas há ainda alguns fatores que os engenheiros não conseguem prever e isso inclui o comportamento dos passageiros.

“Quando estávamos sentados, a pensar onde colocar os botões dentro do veículo, sentámo-nos muito direitos nos assentos e os botões estavam na posição perfeita. O que descobrimos agora foi que as pessoas relaxam nos veículos, viram-se ligeiramente, apoiam-se num lado e acabam por premir os botões com os ombros”, acrescenta Ruddle.

Este sistema gratuito é único na Europa e pretende continuar a evoluir. Segundo Fraser Brown: “o que pretendemos para seguir em frente, é aproveitar a tecnologia de outros setores, como o automóvel, para melhorar a operacionalidade do sistema e reduzir ainda mais os custos.”