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Tusk não poupa críticas no fim da presidência polaca da UE

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Tusk não poupa críticas no fim da presidência polaca da UE

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A União Europeia está “à beira de um precipício”. A declaração é do primeiro-ministro polaco, no discurso perante o Parlamento Europeu que marca o fim da presidência rotativa do bloco comunitário.

Denunciando os que escolhem a via do “egoísmo nacional”, Donal Tusk não poupou críticas, nomeadamente ao Reino Unido, que recusou associar-se ao novo tratado decidido na cimeira do dia 9:

“Oiço comentários cheios de satisfação que dizem que a Grã-Bretanha voltou a tornar-se numa ilha, que o Canal da Mancha tornou-se mais largo do que há alguns dias. Sinceramente, não compreendo essa satisfação.”

Tusk alertou também contra o protagonismo da Alemanha e da França, que se assumiram como o “duo salvador” da Europa:

“A liderança não pode ser de um, dois ou três países, mesmo que sejam os mais fortes. Deve ser uma liderança baseada nas instituições europeias. Se não conseguimos cumprir completamente essa tarefa, as gerações futuras não só vão maldizer a crise, mas também maldizer-nos”.

Ontem, o partido conservador eurocético Lei e Justiça, mobilizou cinco mil apoiantes em Varsóvia para protestar contra a maior integração europeia validada pelo governo polaco na cimeira de Bruxelas.