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Europa: A luta para sair da crise

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Europa: A luta para sair da crise

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Taxas de juro em queda e uma forte procura. Um sinal positivo para Espanha que conseguiu emitir, esta quinta-feira, mais de seis mil milhões de euros de títulos da dívida, o dobro do montante previsto. Madrid viu cair as “yields” em todos os prazos e a cinco anos pagou menos dois pontos percentuais do que Itália na véspera.

Os economistas são categóricos: a Espanha, apesar dos graves problemas económicos, atrai mais do que Itália.

Face à deceção do mercado após a cimeira em Bruxelas, o presidente do Banco Central Europeu reiterou, em Berlim, a necessidade de recuperar a confiança dos investidores: “As decisões da cimeira europeia e o pacote legislativo para o reforço da governação económica, aprovado pelo Parlamento Europeu, são um avanço para ter regras fiscais mais claras na união monetária. Mas não basta para restaurar a confiança dos mercados financeiros. Temos também de garantir aos investidores que se vai pagar toda a dívida e num momento adequado”.

Já em Paris prossegue a operação contra as agências de notação. França corre o risco de perder o triplo A, mas para o presidente do Banco de França, Christian Noyer, isso não se justifica, pois o Reino Unido tem um défice maior e não está ameaçado.

Já o governo prepara a opinião pública para a descida do rating. O presidente Sarkozy já disse que perder o triplo A não é o fim do mundo.