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Irregularidades eleitorais na Rússia ensombraram cimeira com a UE

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Irregularidades eleitorais na Rússia ensombraram cimeira com a UE

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Maior cooperação comercial e energética, política de isenção de vistos e uma ajuda de Moscovo para resolver a crise do euro com 10 mil milhões de dólares emprestados via Fundo Monetário Internacional foram alguns dos temas que dominaram a agenda da cimeira UE-Rússia. Mas os líderes europeus não quiseram deixar de fora as alegadas fraudes nas eleições legislativas russas de 4 de dezembro.

“Estamos preocupados com as irregularidades e falta de justiça que foram relatadas pelos observadores, bem como por parte do público russo. E estamos preocupados com a detenção de manifestantes”, disse o presidente do Conselho Europeu, Herman van Rompuy.

Irregularidades denunciadas pelos 500 observadores da OSCE e criticadas pelo Parlamento Europeu, mas que o presidente russo desvalorizou.

“Não tenho nada a comentar, uma vez que se trata das nossas eleições. O Parlamento Europeu não tem nada a ver com isso. Podem dizer o que quiserem, mas eu não o vou comentar porque não lhe atribuo importância. Já diferentes fações do parlamento russo, tanto no poder como na oposição, expressaram ontem – tanto quanto é do meu conhecimento porque vi pela Internet -, enorme desagrado face a essa posição do Parlamento Europeu. O Parlamento Europeu deve preocupar-se com assuntos europeus: basta olhar ao redor para ver quantos problemas você têm. A minha posição continua a mesma”, afirmou Dmitry Medvedev.

Uma despedida algo amarga do presidente russo, que no início de 2012 poderá trocar de lugar com o actual primeiro-ministro, Vladimir Putin, como explica o correspondente da euronews, Andrei Beketov: “Dmitri Medvedev teve que olhar nos olhos dos líderes europeus, que há algum tempo quiseram acreditar na sua retórica liberal. Mas percebem agora que não houve grande esforço de democratização na Rússia. A próxima cimeira poderá ter mais impacto, porque a representar a Rússia estará provavelmente Vladimir Putin.”