Última hora

Última hora

Síria: dissidentes organizam ataques enquanto HRW denuncia crimes contra a humanidade

Em leitura:

Síria: dissidentes organizam ataques enquanto HRW denuncia crimes contra a humanidade

Tamanho do texto Aa Aa

Pelo menos vinte e sete soldados sírios foram mortos em confrontos com desertores do Exército na província de Deraa.

A informação é avançada pelo Observatório sírio dos Direitos Humanos. O balanço elevado de baixas militares sugere que se trata de ataques coordenados da dissidência, que parece cada vez mais organizada para combater a repressão do regime de Bashar al-Assad.

Apesar do bloqueio informativo, continuam a chegar relatos de atrocidades cometidas pelo regime.

No anonimato, por receio de represálias, um soldado dissidente explica que “em muitas unidades, foi colocado pelo menos um elemento das forças de segurança. Ele observa apenas o que se está a passar no Exército. Se alguém, nalguma unidade, tenta desertar, seja um soldado ou um oficial, ele tem ordens para o matar”.

Segundo um relatório da ONG Human Rights Watch, os comandantes sírios ordenaram aos seus homens para “usarem todos os meios necessários” para parar os protestos contra o regime.

Anna Neistat, da Human Rights Watch, explica que concluíram que os crimes cometidos na Síria “são crimes contra a Humanidade, generalizados e perpetrados como parte das políticas do governo”.

Um vídeo publicado ontem na internet mostra restos de morteiros, supostamente usados para bombardear casas na cidade de Homs.

Desde que os protestos começaram, em Março, pelo menos cinco mil pessoas morreram vítimas da repressão síria, segundo a ONU.

artigos relacionados- Pillay acusa regime sírio de crimes contra a humanidade