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UE à pesca de novos acordos com Marrocos e Mauritânia

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UE à pesca de novos acordos com Marrocos e Mauritânia

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A União Europeia e a Mauritânia não conseguiram fechar um novo acordo de pescas. O compromisso atual termina em julho. Este é o segundo golpe que sofre o setor em dois dias. Na quarta-feira o parlamento europeu recusou o prolongamento do acordo com Marrocos, alegando que os interesses da população do Sara Ocidental não estavam acautelados. Rabat exigiu a partida imediata dos navios pesqueiros a operar nas suas águas. Portugal é afetado por estas decisões mas o principal prejudicado é Espanha.

Rosa Aguilar, a ministra que tutela a pasta das pescas em Madrid, reclamou de imediato indemnizações a Bruxelas. Aguilar estima que as perdas ocasionadas pela rutura do acordo com Marrocos sejam superiores a 30 milhões de euros.

O responsável pela confederação espanhola das pescas (CEPESCA), Javier Garat, apontou o dedo à comissária europeia do setor, a grega Maria Damanáki.

Se o problema com Marrocos tem uma origem política no seio da família europeia, a quebra das negociações com a Mauritânia assume contornos diferentes. O compromisso atual permanece em vigor e as partes têm 6 meses para ultrapassar os obstáculos, que são sobretudo financeiros.