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Igreja holandesa acusada de pedofilia

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Igreja holandesa acusada de pedofilia

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O escândalo continua – milhares de crianças foram vítimas de abusos sexuais, dentro da igreja católica holandesa, desde 1945.

A conclusão consta de um relatório apresentado, esta sexta-feira, elaborado por uma comissão independente.

A Comissão foi presidida pelo antigo ministro da Educação, Wim Deetman:

“O total de abusos sexuais de crianças, com idade inferior a 18 anos, no interior da Igreja Católica Romana, nos Países Baixos – crianças que passaram uma parte das suas infâncias em orfanatos ou em colégios internos católicos – atinge 10 mil a 20 mil pessoas”.

Foram identificados 800 abusadores, na sua maioria padres, mas também laicos. A comissão diz que, pelo menos, 105 ainda são vivos.

O bispo Wim Eijk assume responsabilidades e pede desculpa em nome da Igreja. Mas quer dividi-las, entre os abusadores e as autoridades católicas que não defenderam os interesses das crianças:

“Os ofensores não são os únicos responsáveis, as autoridades também o são. Não atuaram deligentemente e não consideraram prioritário o interesse das vítimas”.

Um escândalo que não dá descanso ao Vaticano. Depois da Irlanda e de outros países, agora é a Holanda a denunciar a prática de um crime continuado, ao longo de décadas.

Tal como noutros países, resta saber até que ponto o silêncio da hierarquia eclesiástica foi cúmplice dos abusadores.