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"Primavera Árabe": O legado do tunisino Bouaizi um ano depois

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"Primavera Árabe": O legado do tunisino Bouaizi um ano depois

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Um ano depois da eclosão, a chama da “Primavera Árabe” continua viva, com novos desafios.

O tunisino Mohamed Bouaizi talvez nunca tenha pensado nas consequências da auto-imolação a 17 de dezembro de 2010. Mas a verdade é que o ato de desespero de um jovem farto de uma vida de humilhação e sem perspetivas converteu-o num símbolo da luta pela democracia.

Morreu em janeiro deste ano, mas abriu uma nova página na história, que ainda não foi fechada.

Os protestos contra a pobreza, desemprego e repressão ganharam força e presidente tunisino Ben Ali foi o primeiro ditador a cair. O contágio não poupou outras nações árabes.

Antigo prisioneiro político, Moncef Marzouki é agora o novo presidente da Tunísia. Prestou juramento esta semana e anunciou a venda de luxuosos palácios presidenciais para combater a taxa de desemprego que supera os 18%.