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Egito: Exército defende-se em quarto dia de violência

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Egito: Exército defende-se em quarto dia de violência

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O Exército egípcio tenta justificar a atuação face às pressões internacionais. O centro do Cairo viveu o quarto dia consecutivo de confrontos entre opositores do poder militar e forças de segurança. Desde sexta-feira, registaram-se pelo menos 13 mortos e centenas de feridos.

Um manifestante diz que viu “pessoas com as caras tapadas que nunca tinha visto” e que acusa de serem “agentes pagos”.

Outro diz que “a solução é a transição imediata do poder e o julgamento de todos os responsáveis” pela situação atual.

Os militares que dirigem o país desde a queda de Hosni Mubarak atribuem a violência a “forças malignas”.

O general Adel Emara, do Conselho Supremo das Forças Armadas, diz que “havia um único modelo de cooperação entre o povo egípcio e o Exército desde o início da revolução. Essa cooperação perturbou forças que têm más intenções para o país e esses poderes querem derrubar o Estado”.

ONU, Amnistia Internacional, Estados Unidos e Grã-Bretanha criticaram a violenta repressão das manifestações.

O Exército divulgou um vídeo afirmando tratar-se de manifestantes que pegavam fogo ao Instituto do Egito, no Cairo, que abrigava milhares de obras raras.