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Líderes iraquianos divididos

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Líderes iraquianos divididos

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O Iraque mergulhou numa grave crise política.
 
Para evitar o colapso do governo de unidade nacional, os líderes iraquianos, com o primeiro-ministro, Nouri al-Maliki, à cabeça, pediram uma reunião de urgência, depois da emissão do mandado de captura contra o vice-presidente sunita, Tareq al-Hashemi.
 
A Casa Branca apelou ao diálogo e promete acompanhar todos os desenvolvimentos.
 
“Posso assegurar que estamos a analisar a situação, a analisar os relatórios de que um mandado de captura foi emitido em nome do vice-presidente Tareq al-Hashemi no Iraque. Estamos a falar com todos os partidos e expressámos a nossa preocupação em relação aos últimos desenvolvimentos,” assegurou o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney.
 
A emissão do mandado de detenção contra Hashemi foi confirmado, segunda-feira, em conferência de imprensa pelo porta-voz do Ministério do Interior Adil Daham.
 
O governo iraquiano adiantou que guardas ligados ao vice-presidente planearam e cometeram atentados com o patrocínio de Hashemi. O sunita negou, esta terça-feira, estar envolvido em qualquer crime e diz-se preparado para enfrentar o julgamento.
 
O poder no Iraque está fraturado. O antigo primeiro-ministro sunita, Iyad Allawi, afirmou que “A democracia iraquiana tem sido violada diante de todos, perante o mundo e está completamente minada. Teme-se que esta situação aumente o sectarismo e mais derrame de sangue.”
 
Os últimos dias foram de grandes tumultos com trocas de acusações entre os líderes sunitas e xiitas.
 
O Iraqiya, ao qual pertence Hashemi, é o segundo grupo parlamentar e, no sábado, acusou o governo de Maliki de governar sozinho e de não respeitar as leis.