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UE quer despolitização da Justiça ucraniana

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UE quer despolitização da Justiça ucraniana

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A União Europeia recusa-se a assinar um acordo de associação com a Ucrânia enquanto Kiev não despolitizar a Justiça. Uma exigência motivada pela condenação de Yulia Tymoshenko, líder da oposição, a sete anos de cadeia. Este foi o resultado da cimeira bilateral, realizada em Kiev.

Quando questionado pela Euronews se a Ucrânia pode ser considerada um Estado de Direito, o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, respondeu: “É um Estado que faz progressos nesse sentido e nós estamos a trabalhar para consolidar as reformas. É por isso que estamos aqui hoje, para encorajarmos a Ucrânia a consolidar o Estado de Direito”.

O presidente da Ucrânia está a tentar lidar com duas fações dentro da sua própria liderança, uma que tenta aproximar o país da Rússia e outra da União Europeia.

“O interesse da Ucrânia está em encontrar um certo equilíbrio nas relações com a União Europeia e com a Rússia. No entanto, a prioridade é a integração europeia. No que concerne ao gás, a Ucrânia aproxima-se da Europa. A Ucrânia espera que a Europa seja sua aliada nas questões do gás com a Rússia”, explica Volodymyr Fesenko, presidente do Conselho do Centro de Estudos Políticos “Penta”.

A cimeira foi ensombrada pelo caso Tymoshenko. A prisão da ex primeira-ministra tornou-se um enorme problema para o presidente Yanukovich e a sua política multilateral.