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Voto sobre lei do genocídio promete azedar relações entre Turquia e França

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Voto sobre lei do genocídio promete azedar relações entre Turquia e França

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O Parlamento francês vota hoje o projeto de lei que pretende penalizar a negação de qualquer genocídio e que está a azedar as já difíceis relações com a Turquia.

Ancara critica ferozmente o texto, cuja aprovação é dada como certa, pelas implicações com relação ao genocídio arménio durante o Império Otomano, não reconhecido como tal pelos turcos.

O deputado da maioria governante, Patrick Devedjian, de origem arménia, defende que “a Turquia não tem que dar lições. O envio de delegações a França ou ameaçar porque está a ser considerada uma lei com aplicação apenas em França e que não diz respeito a outros Estados, prova a má-fé [da Turquia]”.

A embaixada francesa na capital turca foi palco de um protesto contra o projeto de lei. Ancara acusa o presidente francês, Nicolas Sarkozy, de querer instrumentalizar o genocídio arménio a poucos meses das presidenciais em França.

O primeiro-ministro turco sublinhou que o seu governo vai estudar as “medidas” e eventuais “sanções” a adotar e garantiu que “o passo absurdo dado por Sarkozy para ganhar votos vai prejudicar as relações entre a Turquia e a França”.

A França reconheceu em 2001 o genocídio arménio, perpetrado entre 1915 e 1917 e que segundo os arménios fez um milhão e meio de mortos. A Turquia apenas reconhece 500 mil mortes no mesmo período, que considera como vítimas do contexto em que decorreu a Primeira Guerra Mundial.