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Crise obriga europeus a emigrar

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Crise obriga europeus a emigrar

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Com a crise do euro, a Europa já não é terra de oportunidades para os europeus. Dezenas de milhares de espanhóis, portugueses, irlandeses, gregos e italianos estão a abandonar os respetivos países à procura de trabalho.

A crise e as medidas de austeridade fizeram disparar as taxas de desemprego na Europa. Em Espanha supera os 21 por cento, na Grécia aproxima-se dos 18, em Portugal dos 13. Já a Alemanha, com uma taxa de desemprego de 6,9 por cento, apresenta-se agora como um dos novos “eldourados”, depois de este ano ter registado um crescimento de cerca de três por cento.

Segundo o instituto alemão de estatística, na primeira metade do ano, o número de imigrantes oriundos da Grécia aumentou 84% e de Espanha 49.

Para além da Alemanha, as novas rotas da emigração europeia dirigem-se para o hemisfério sul e a nova vaga de emigrantes é altamente qualificada.

Da Irlanda partiram este ano 50 mil pessoas. Já na Grécia fala-se de 11% da população e da fuga de mais de 9% dos médicos.

Em Portugal, ruma-se a Angola, a Moçambique e ao Brasil. Segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros, 10 mil portugueses terão partido para Angola. Já no Brasil o número subiu 18% no primeiro semestre.