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"Sarkozy que pergunte ao pai sobre os massacres na Argélia"

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"Sarkozy que pergunte ao pai sobre os massacres na Argélia"

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A tensão entre a Turquia e a França está a atingir proporções inusitadas.

O parlamento francês aprovou uma proposta de lei que penaliza judicialmente aqueles que negarem a ocorrência do genocídio arménio pelo Império Otomano.

O primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, respondeu nada menos do que isto: “Este é um exemplo claro de como o racismo, a discriminação, e a corrente anti-muçulmana, estão a atingir níveis perigosos em França e na Europa. Cerca de 15 por cento da população da Argélia foi massacrada pelos franceses, desde 1945. Isso foi um genocídio. Os argelinos foram metidos em fornos coletivos.”

Erdogan sugeriu mesmo a Nicolas Sarkozy que peça mais esclarecimentos ao próprio pai, que pertenceu à Legião Francesa. Esta sexta-feira, a imprensa turca ostentava títulos como “Les Misérables”.

Sarkozy reagiu placidamente, dizendo que “cada país deve tentar revisitar o seu passado. A França não dá lições a ninguém, mas também não as recebe. Respeitamos as convicções turcas, é um grande país, uma grande civilização, mas devem respeitar igualmente as nossas.”

O enredo vai nestes termos. Ancara rejeita liminarmente o movimento pró-arménio, defendendo que houve mortes num contexto de guerra e não um plano sistemático de extermínio.