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Tensão entre Paris e Ancara por causa de lei do genocídio

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Tensão entre Paris e Ancara por causa de lei do genocídio

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O parlamento francês aprovou, quinta-feira, um projeto-lei que condena a negação do genocídio arménio.

O texto prevê um ano de prisão e 45 mil euros de multa pela negação de um genocídio reconhecido pela lei francesa.

A comunidade turca, em Paris, manifestou-se em frente à Assembleia gaulesa, contra a aprovação do projeto-lei.

O primeiro-ministro turco anunciou, de imediato, o congelamento da cooperação política e militar com a França e a suspensão das visitas oficiais bilaterais.

Recep Tayyip Erdogan acusou o governo francês de pretender ganhar os votos da comunidade arménia, para as eleições presidenciais de 2012.

“São esforços para ganhar votos. Usar a Turcofobia ou a Islamofobia para ganhar as eleições presidenciais em França, para satisfazer ambições pessoais, suscita preocupações não só em relação à França mas, também, em relação à Europa e aos valores universais da Europa,” avançou o primeiro-ministro turco.

Na Arménia a decisão do parlamento francês foi celebrada. Kiro Manoyan, líder de uma associação nacionalista arménia, considera que outros países deveriam seguir o exemplo francês.

“Quando os turcos argumentam que isto é contra a liberdade de expressão, não reconhecem que esta é, de facto, uma tomada de posição da União europeia, respeitante a todos os genocídios. Todos os países da UE deveriam adotar leis como esta,” conclui Kiro Manoyan.

O genocídio ocorreu em 1915, em plena Primeira Guerra Mundial.

O Império Otomano aliou-se à Alemanha, contra as forças aliadas e pediu o apoio dos arménios, que recusaram. Em consequência a população arménia otomana foi deportada e cerca de dois terços foram exterminados em campos de concentração.