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Ex-ministro russo diz que Putin arrisca "uma revolução"

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Ex-ministro russo diz que Putin arrisca "uma revolução"

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A oposição russa garante que este é um ponto sem retorno. A manifestação anti-regime, convocada para este sábado, terá reunido ainda mais pessoas em Moscovo do que no protesto do passado dia 10.

Há, como sempre, uma guerra de números. Mas, para a praça Sakharov, o local onde as autoridades moscovitas permitem que haja uma concentração, afluíram várias dezenas de milhares de manifestantes.

Todos pretendem o mesmo: a anulação das eleições legislativas, manchadas pelas suspeitas de fraude. O dedo é apontado diretamente a Vladimir Putin.

Alexei Kudrin, antigo ministro das Finanças, um homem que o próprio Putin chama de “amigo”, veio apoiar a mobilização, que considera “indispensável”. Kudrin diz-se “solidário” com os opositores, uma vez que considera que o escrutínio “não foi justo”, que houve “falsificações” e que é preciso ir às urnas outra vez. E se não houver diálogo, remata o ex-governante, a Rússia arrisca “uma revolução”.

A oposição corre contra o tempo: no próximo mês de Março, Putin apresenta-se, pela terceira vez, a uma eleição presidencial.