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Hungria tem nova lei eleitoral

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Hungria tem nova lei eleitoral

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O Parlamento húngaro aprovou, esta sexta-feira, uma proposta de lei eleitoral, vinda do Governo que altera profundamente as regras do jogo.

O Parlamento ficará com menos deputados, e o escrutínio decorrerá apenas numa única volta.

A oposição criticou severamente o Primeiro-Ministro, acusando Viktor Orban de estar a fazer uma lei, à medida do seu partido, o Fidesz.

Dito isto, os deputados da esquerda abandonaram o hemiciclo.

“O que hoje a bancada parlamentar de Fidesz está a fazer, sob a liderança de Viktor Orban é uma ameaça vital. Isto não está de acordo com o direito da nação húngara. E pode ser considerado como uma traição capital”, disse o chefe da bancada socialista.

No exterior do Parlamento, várias centenas de pessoas manifestaram-se contra a nova lei eleitoral.

A lei recolheu 260 votos a favor e apenas 38 contra. Isto é, foi aprovada por uma maioria qualificada e, por essa razão, não pode ser alterada.

Dos 386 mandatos atuais, o parlamento passará a dispor de apenas 199 deputados.

Cento e seis serão eleitos em circulos uninominais e 93 em listas partidárias.

O antigo Primeiro-Ministro socialista, Ferenc Gyurcsany foi detido, no exterior do Parlamento.

Prevê-se que, com esta lei, os pequenos partidos percam representação parlamentar.