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Palestinianos de Gaza entre divisões e bloqueios

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Palestinianos de Gaza entre divisões e bloqueios

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As flores são dos poucos produtos que os palestinianos de Gaza podem comercializar.

60 das empresas industriais poderiam exportar se lhes fosse dada a oportunidade. Mas desde a tomada do poder do Hamas e da resposta israelita às ofensivas terroristas contra o Estado o tecido industrial de Gaza.

Os produtores continuam a cultivar tomates-cereja, pimentos e outros legumes, mesmo se não os conseguem vender à Europa, Israel ou Cisjordânia.

A Câmara de Comércio Palestiniana, PALTRADE, confirma a situação.

Os cidadãos contornam as dificuldades como a imaginação permite em tempos de austeridade. O que não passa nos postos de controlo passa pelos túneis, mediante o pagamento de taxas ao Hamas.

Israel alega que não levanta o bloqueio enquanto o Hamas continuar o tráfico de armas.

Na imagem estão assinalados a negro os dois postos fechados: um em Sufa, desde setembro de 2008, e o outro Karni, desde junho de 2007.

A vermelho estão assinalados os dois postos abertos para aprovisionamento médico, em Rafah, e para circunstâncias ocasionais, em Erez.

As passagens controladas para transporte de combustível e outros, devidamente autorizados, estão assinaladas a verde em Nahal Oz e Kerem Shalon.

Karni e outras zonas industriais foram bombardeadas durante a ofensiva israelita Chumbo Endurecido, há três anos.

As feridas continuam abertas: entre 27 de de dezembro e 18 de janeiro de 2009, morerram 1400 palestinianos e 13 israelitas.

Em setembro de 2009, o Conselho dos Direitos do Homem das Nações Unidas publicou um relatório da missão dirigida pelo juiz sul-africano Richard J. Goldstone, em que os soldados israelitas e os militantes palestinianos são acusados de “atos identificados com os crimes de guerra”.

O relatório distanciou, um pouco mais, o Hamas e o Fatah, à frente da Autoridade Palestiniana. O Fatah decidiu não ir a Tribunal Penal Internacional, apesar de contar com a recomendação do Conselho de Direitos Humanos da ONU, de março de 2011.

Uns dias depois, Goldstone retratou-se no jornal “Washington Post”, e afirmou duvidar que o exército israelita tivesse disparado indiscriminadamente…apesar de ter assinado o relatório contra a opinião dos outros três membros da missão.

O primeiro-ministro Benhjamin Netanyahu solicitou imediatamente a anulação do documento.

“Israel não apontou contra os civis intencionalmente; os nossos investigadores trabalham segundo os mais altos padrões internacionais o que, como é óbvio, não é do interesse do Hamas. “

A recente reunião dos delegados do Fatah, do Hamas e outros 13 grupos palestinianos com os mediadores do Egipto realçou a intenção de reforçar a OLP.

Estão todos conscientes de que só podem obter apoio para as reivindicações nas instituições internacionais se estiverem unidos e representados por uma entidade forte.

A questão dos prisioneiros é um dos entraves a essa união entre palestinaianos.

O ministro palestiniano de Assuntos Penitenciários, Issa Qaraqe, com uma delegação de ex-presos, pediram ao Parlamento Europeu em dezembro para pressionar Israel a respeitar os direitos dos detidos.

“Se tudo estiver em ordem e Israel não tiver nada a temer sobre a situação dos presos palestinianos não há razão para não nos permitir verificar por nós mesmos”.

Com estas divisões, exigências, bloqueios, os cidadãos enfrentam cada vez mais dificuldades na sobrevivência diária.