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Advogado de jornalistas suecos não descarta pedido de perdão à Etiópia

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Advogado de jornalistas suecos não descarta pedido de perdão à Etiópia

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Onze anos de prisão: foi a sentença anunciada aos dois jornalistas suecos detidos na Etiópia, desde o passado mês de Julho.

A acusação pretendia mesmo uma condenação de 18 anos e meio.

A justiça etíope considerou Martin Schibbye e Johan Persson culpados de “apoio ao terrorismo”. Os dois homens foram presos junto à fronteira com a Somália. Ambos garantem que estavam a preparar uma reportagem sobre o grupo sueco Lundin Petroleum, reconhecendo, no entanto, que entraram na Etiópia ilegalmente.

As manifestações de solidariedade na Suécia não produziram grande efeito. Perante a hipótese de um pedido de perdão por parte dos jornalistas, o seu advogado salienta que, primeiro é preciso esgotar os recursos judiciais, depois “admitir o crime, confessá-lo, e desculpar-se pela perturbação do Estado da Etiópia.”

Mas os repórteres não assumiram qualquer ligação aos rebeldes da Frente Nacional de Libertação de Ogaden, com quem estavam quando foram detidos.

Schibbye e Persson afirmam que contactaram os combatentes, que lutam pela independência daquela região etíope, apenas no contexto da investigação sobre a atividade do grupo Lundin.