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Grécia: Impasse político paralisa executivo

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Grécia: Impasse político paralisa executivo

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A Grécia encontra-se novamente num impasse político. O governo de coligação liderado pelo tecnocrata Lucas Papademos tem estado paralisado pelas diferenças internas. As eleições antecipadas, inicialmente previstas para fevereiro, vão finalmente desenrolar-se em abril, dando assim mais dois meses ao executivo.

Entre os socialistas, pede-se que o ex-primeiro-ministro Georges Papandreou clarifique a sua situação. Por agora mantém-se na liderança do PASOK e não é claro se tenciona ceder o lugar.

Os conservadores da Nova Democracia lideram as sondagens e gostariam de chegar ao poder já em fevereiro, mas concordaram com a nova data das eleições. É o que o executivo vai ter de negociar o próximo plano de financiamento e o perdão de parte da dívida com os credores privados.

Apesar da situação atual, os manifestantes não têm saído às ruas nas últimas semanas, o que Louise Cooper, analista financeira da BGC Partners, considera estranho. Por outro lado, sublinha, “os protestos recordam-nos que vivemos em democracia e que os políticos só podem impor o que o eleitorado aceitar.”

Mas os próximos tempos anunciam-se conturbados. A seguir à quadra natalícia, que na Grécia se celebra em janeiro, o país vai ter de enfrentar decisões cruciais que podem conduzir o Estado à redenção ou a Grécia ao abismo.