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Mercados financeiros não acreditam nas decisões políticas

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Mercados financeiros não acreditam nas decisões políticas

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Os mercados financeiros mantêm o mais absoluto ceticismo, perante as sucessivas decisões saídas das cimeiras europeias, para travar o avanço da crise económica e financeira da Europa.
 
Há muitas situações problemáticas na Europa periférica. A mais grave e que mais preocupações tem causado é a Grécia, constantemente ameaçada de bancarrota.
 
Os analistas recordam que a sucessão de cimeiras especialmente destinadas a resolver a questão começou a  9 de Maio de 2010, com a criação do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira que, até agora, não resolveu nenhuma questão de fundo.
  
As urgências sucederam-se e, com elas, medidas avulsas, desde a criação do Fundo de Estabilidade, passando pela  dívida portuguesa, e pelo resgate da Grécia, acabando na União Fiscal.
 
A analista Louise Cooper diz que 2012, infelizmente, deve ser ainda pior:
  
“Eu gostaria de pensar que 2012 seria melhor, mas penso realmente que poderá ser ainda pior. Eu penso que vem do começo do ano, com os pensamentos focalizados completamente na dívida de alguns destes governos, na necessidade de a Europa  tomar medidas, para sobreviver, apenas, para se segurar, com dívidas de centenas de biliões de euros”.
 
O poder político parece não ter medidas para resolver a questão, deixando tudo entregue à vontade exclusiva de dois estados, França e Alemanha, enquanto o Reino Unido se afasta.
 
O Euro passa por momentos difíceis e, sem ele, o mercado único fica também com o seu futuro comprometido.