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O adeus dos norte-coreanos ao "Pai da Nação"

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O adeus dos norte-coreanos ao "Pai da Nação"

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“Uma tristeza infinita”. Assim resumiu um dos principais jornais norte-coreanos o sentimento que percorre todo um país, na despedida do seu “Querido Líder”.

Numa Pyongyang repleta de neve, o cortejo fúnebre de Kim Jong-Il não representou apenas o desaparecimento do “Pai da Nação”. Para muitos, é a constatação do futuro como uma incógnita angustiante.

O poder será assumido pelo terceiro membro da linha dinástica, Kim Jong-Un, que acompanhou a pé o caixão do pai, juntamente com o tio, Jang Song-Thaek, e o chefe das Forças Armadas, Ri Yong-Ho, os três homens responsáveis agora pela transição de liderança.

Nenhuma delegação estrangeira foi convidada para as gigantescas obséquias.

O corpo de Kim Jong-Il esteve em câmara ardente durante nove dias, no mausoléu de Kumsusan, perante a presença constante do sucessor, de quem muito pouco se sabe. Kim Jong-Un terá menos de 30 anos, estudou na Suíça e enfrenta agora a missão de cultivar uma proximidade com o povo que ainda não existe.