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Kirchner agradece apoios face a cancro e Chávez evoca conspiração norte-americana

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Kirchner agradece apoios face a cancro e Chávez evoca conspiração norte-americana

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A presidente da Argentina agradeceu o apoio de homólogos sul-americanos e da população face ao cancro da tiroide que lhe foi diagnosticado.

Nas ruas de Buenos Aires, uma jovem diz que deseja “o melhor para a presidente. Independentemente das escolhas políticas de cada um, espera que ela melhore rapidamente”.

Na primeira aparição depois da notícia da doença e da operação prevista para 4 de Janeiro, Cristina Fernandez Kirchner garantiu que pretende continuar a trabalhar durante a convalescença.

Na sede da presidência, Kirchner agradeceu “a todos os argentinos e aos amigos presidentes [sul-americanos] as demonstrações de afeto e solidariedade”. A chefe de Estado explicou que, na terça-feira, depois de ter sido tornada pública a doença, terminou “de trabalhar e a primeira chamada telefónica [que recebeu] em casa foi de Hugo Chávez, o primeiro presidente a telefonar”.

Habituado a estar no meio da polémica, o presidente venezuelano evocou ontem a existência de uma “tecnologia” norte-americana para “inocular o cancro”.

Destacando os casos detetados em vários presidentes da esquerda sul-americana, Chávez não hesitou em questionar se “será tão estranho pensar que [os Estados Unidos] desenvolveram uma tecnologia para induzir cancro? É muito estranho, tantos casos de cancro”.

Kirchner tornou-se, depois dos brasileiros Lula da Silva e Dilma Roussef, do paraguaio Fernando Lugo e de Chávez, no quinto presidente ou ex-presidente da América do Sul a sofrer de cancro nos últimos anos.