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Défice inesperado motiva medidas de austeridade

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Défice inesperado motiva medidas de austeridade

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O governo espanhol anunciou que o défice orçamental para este ano vai ser mais elevado do que o esperado, por isso já receitou o remédio para os espanhóis: impostos e contenção salarial.

O défice será afinal de 8 % em vez da meta dos 6 % do anterior executivo. A vice-primeira-ministra espanhola explica que as medidas de austeridade são apenas uma amostra.

“Estas medidas são o início do início de um pacote de reformas estruturais que têm o objetivo de corrigir o défice público e estimular a nossa economia”, anunciou Soraya de Santamaria

Nas ruas o sentimento é de oposição e de resignação. “Discordo totalmente porque eles estão sempre a cortar nos que mais precisam de auxílio, eles vão remover a assistência ao arrendamento, vão congelar o salário mínimo e acho que eles deviam centrar-se mais no congelamento de outros salários, os mais elevados e desnecessários”, refere uma espanhola.

“Se quer tirar dinheiro da caixa mas repara que não tem dinheiro, então os cortes são inevitáveis. Obviamente, se não houver mais, então não pode dar mais. É isso que eu penso . Claro que eu gostaria que não houvesse cortes, mas se é o que devemos fazer então devemos de facto cortar”, diz um espanhola.

O programa de cortes na despesa pública anunciado é da ordem dos 8.9 mil milhões de euros. Os cortes podem causar retração no investimento privado e fazer aumentar o desemprego que chega quase aos 22 %.