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Euro celebra 10 anos de vida

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Euro celebra 10 anos de vida

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Há 10 anos, o entusiasmo era grande para receber o euro, uma moeda que viria unir a Europa e incentivar um mercado sem fronteiras.

Houve champanhe, para dar as boas vindas à nova moeda.

Todo o sistema bancário se adaptou e os multibancos começaram rapidamente a dar euros, em vez de francos, marcos ou mesmo escudos.

O comércio também fez a sua reconversão. Durante algum tempo, teve os preços marcados na moeda nacional e no jovem euro.

Mas o décimo aniversário já não foi celebrado com champanhe.

Há dúvidas sobre o futuro, embora muita gente continue a acreditar que a moeda única está, para ficar:

“Eu tenho uma grande confiança no euro Não estou muito preocupado”.

Mas há também quem impute ao euro a crise económica que a Europa atravessa:

“Eu não tenho nenhuma confiança no euro. Olhe para a economia e veja as promessas que não são cumpridas”.

Desde o nascimento que a Europa teve uma preocupação. O futuro do euro dependia do controle da infação. E isso estava inscrito no Plano de Estabilidade e Crescimento.

Mas, de acordo com Hans-Werner Sinn, presidente do Centro de Estudos Económicos da Alemanha, algum membros da zona euro já traziam muitos erros, anteriores à moeda única:

“Infelizmente, as coisas não estão a correr tão bem, como nós pensávamos. O euro está em crise existencial, neste momento. Alguns países fomentaram a inflação, com o crédito barato antes da crise e antes do euro. Têm hoje salários muito elevados e os preços perderam competitividade. Têm ainda défices enormes da balança comercial que têm de ser financiados”.

A inflação retirou competividade à economia europeia e uma moeda sobre-avaliada também não contribui para o aumento das exportações.

A juntar a tudo isto, surgiu, em 2008, a maior crise financeira da história, com os grandes bancos europeus a evitarem a falência, através da injeção de dinheiros públicos.

As finanças públicas abanaram, um pouco por todo o lado.

Provavelmente, o euro não é culpado de tudo. Mas pode ser a grande vítima de pecados que não cometeu.