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Apesar da crise, espanhois estão otimistas

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Apesar da crise, espanhois estão otimistas

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Mesmo com as notas negativas no desempenho económico, os espanhois festejaram o fim de ano com alegria e esperança. Comeram, as 12 uvas, como é tradição , para não falhar nenhum desejo para 2012.

O ambiente é de otimismo, como mostra

José Vicente Muñoz: “- A crise? Estamos quase a sair da crise…com trabalho, luta!”

Na véspera, quatro ministros do novo governo conservador anunciavam as primeiras medidas de austeridade para reduzir o défice público. Soraya Saenz de Santamaría, vice-presidente e porta-voz do governo espanhol alertou a população:

“- Estas medidas são o início do início. O início de um pacote de reformas estruturais para reduzir o défice público e dinamizar a nossa economia”

A receita consiste essencialmente em aumentar os impostos sobre os rendimentos e propriedades para arrecadar seis mil milhões de euros e baixar as despesas de 8 mil 900 milhões de euros, congelando os salários e a contratação dos funcionários públicos.

Na rua, o anúncio foi recebido com um sentimento de resignação ou de injustiça, segundo os casos:

Ángel Ramírez: “- Temos de assumir. Acho que vai afetar uns mais do que outros, mas temos de assumir, não temos escolha”.

Isabel discorda: “discordo completamente pois apenas fazem restrições aos que mais precisam de ajuda, tiram-lhe o rendimento garantido, congelam-lhes o rendimento mínimo e acho que deviam era congelar outros salários mais altos.”

Outra das medidas adotadas, sem precedentes na democracia espanhola, é o congelamento do

salário mínimo, que é atualmente de 641 euros, o mais baixo da Europa dos 17, a seguir a Portugal.

O Governo também não exclui a possibilidade de ter de aumentar o IVA em março, durante a elaboração do primeiro orçamento. O IVA espanhol está em 18%, o mais baixo de Europa a seguir ao do Chipre.