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Bruxelas e Budapeste de costas voltadas por causa da Constituição húngara

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Bruxelas e Budapeste de costas voltadas por causa da Constituição húngara

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A Comissão Europeia e a Hungria estão em rota de colisão. Na origem do conflito está a constituição que a maioria conservadora do primeiro-ministro Viktor Orban aprovou no final de dezembro e entrou em vigor no primeiro dia do ano.

A nova Lei Fundamental coloca o Banco Central na dependência do governo, o que levou a Comissão Europeia e o FMI a suspenderam no mês passado as conversações com o executivo húngaro sobre um novo pacote de ajuda financeira.

“Neste momento não há uma data agendada para o nosso regresso a Budapeste. Um dos elementos fundamentais da nossa avaliação não é apenas o elemento financeiro que precisamos de discutir, é sobretudo o enquadramento legal necessário para assegurar a estabilidade financeira na Hungria” – explicou esta terça-feira Olivier Bailly, porta-voz da Comissão Europeia.

Bruxelas vai analisar se o texto respeita a legislação europeia. O governo de Budapeste vai enviar este mês a ministra sem pasta Tamas Fellegi para uma reunião informal com a diretora-geral do FMI, Christine Lagarde. A Hungria precisa de 15 a 20 mil milhões de euros.

Entretanto, Budapeste foi palco de mais um protesto contra a Constituição na segunda-feira. A oposição denuncia a apropriação do Estado pelo partido no poder.