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Colaboradores dos americanos sofrem represálias no Iraque

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Colaboradores dos americanos sofrem represálias no Iraque

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A retirada das tropas americanas do Iraque deixa para trás alguns problemas por resolver, como os dos tradutores que trabalharam com o exército americano e que agora são proscritos no país. A pena é dupla: sofrem represálias por terem colaborado com os invasores e ninguém lhes dá trabalho.

Archad trabalhou sete anos como intérprete e sente-se agora abandonado.

“Tenho medo, arrisquei a minha vida ao colaborar com os americanos, agora espero uma resposta ao meu visto de imigração para os Estados Unidos. Ficamos marcados como colaboradores dos americanos, fiquei numa situação crítica, tal como a família”.

Em 2003, os islamistas hostis à presença norte-americana no Iraque lançaram uma proibição religiosa para castigar pela lei islâmica todos os que colaborassem com os militares estrangeiros.

Ossaman Tamini, membro do movimento Assadr, confirma que a fatwa continua vingente:

“É proibido, em termos de religião, colaborar com os invasores das forças de ocupação do Iraque e essa interdição ainda é válida.”

Os iraquianos que usufruiram dos serviços de intérpretes pagos pelos estrangeiros também não estão contentes:

“Os tradutores não são honestes pois pedi a mais do que um para traduzir os meus insultos aos americanos e eles não traduziram”.

Com a partida dos militares americanos e o fim oficial da guerra, muitos interpretes começaram a sofrer represálias violentas. Foram mortos 1000 ex-intérpretes que trabalharam para o exército americano.