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Húngaros protestam contra a nova constituição

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Húngaros protestam contra a nova constituição

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O governo de centro direita da Húngria fez profundas mundanças constitucionais e uma grande percentagem de húngaros não se conforma.

Ontem à noite eram dezenas de milhar no centro de Budapeste, reunidos em protesto contra a nova lei Fundamental votada pelo parlamento.

Para os cidadãos, as alterações aprovadas põem em causa a democracia:

“O principal problema desta constituição é que destroi a ordem constitucional e passa a ser a lei fundamental de um só partido”, defende um cidadão.

Outra, lamenta: “Os meus netos já me disseram que não vão ficar no país, são jovens e queriam viver aqui, mas já não querem”.

A reforma é política, fiscal e mesmo de costumes e nem os apelos de Bruxelas travam a ambição do primeiro-ministro, Viktor Orban.

A nova constituição prevê, nomeadamente, a redução do parlamento e eleições a uma só volta, fazendo desaparecer os pequenos partidos; fixa uma taxa de 16% de imposto sobre o rendimento, condicionando todos os futuros orçamentos e compromete a independência do Banco Central da Húngria.

Mas a lei fundamental do país vai imiscuir-se também na vida privada dos húngaros. O conceito de Deus é referido no preâmbulo, os embriões são considerados como seres humanos e o casamento só é autorizado entre um homem e uma mulher.