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Austrália abre inquérito aos implantes mamários PIP

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Austrália abre inquérito aos implantes mamários PIP

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As autoridades australianas abriram um inquérito aos implantes mamários da marca francesa PIP. Cerca de 4500 mulheres receberam próteses de silicone fabricadas pela companhia acusada de utilizar material industrial na confeção de alguns implantes.

Os advogados começam a falar da possibilidade de uma queixa coletiva na justiça australiana: “A razão prende-se com o facto de estarmos a lidar com um produto e com um número considerável de mulheres na Austrália que foram eventualmente afetadas” – explica o advogado Tim White.

Nem todas as mulheres terão recebido implantes adulterados, pelo que as autoridades australianas aguardam o resultado do inquérito para decidir o passo seguinte. Em França as autoridades recomendaram a remoção de todas as próteses PIP. Mas na Austrália a prudência impera, como explica o cirurgião-plástico David Ross: “Penso que é ainda muito cedo para dizer como é que vamos lidar com estes milhares de casos. Penso que se estas pacientes forem, em primeiro lugar, ver os cirurgiões que as operaram, elas serão avaliadas e eventualmente submetidas a uma ecografia. Se se verificar que algum destes implantes apresentam uma rutura ou se existe um derrame, então as companhias que forneceram os implantes e os cirurgiões têm o dever ético e moral de ajudar essas pacientes.”

A companhia francesa, que chegou a ser a terceira produtora mundial e forneceu implantes mamários a cerca de 300.000 mulheres, faliu em 2010.