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"IVA social" lança o debate para as presidenciais francesas

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"IVA social" lança o debate para as presidenciais francesas

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O novo ano trouxe em França, tal como noutros países, o tradicional aumento dos preços e nos próximos meses poderá haver ainda mais. O escalão intermédio do IVA aumentou, a 1 de janeiro, de 5,5 para 7% para a energia, a alimentação e para alguns serviços. É o resultado das medidas de austeridade do governo.

Uma parisiense comenta que “enquanto consumidora com o aumento do IVA vai pagar produtos mais caros e vai perder poder de compra, o que não é boa notícia no início de ano”.

E novos aumentos poderão vir a caminho. O governo pondera aumentar o IVA para compensar as perdas de receitas com a redução das contribuições patronais para a segurança social. É o chamado “IVA social” para fomentar a competitividade.

O ministro das Finanças, François Baroin, defende que estão “face a uma crise sem precedentes com consequências económicas, orçamentais e fiscais a nível nacional e europeu. Temos de tirar as consequências em termos de custo do trabalho, dos impostos, sobre os encargos que pesam sobre o trabalho e o objetivo não é o IVA social”, que diz ser um “mau termo”.

A ideia está a provocar um grande debate a meses das presidenciais. Os opositores, a começar pelo candidato socialista às presidenciais, garantem que a medida vai fazer baixar o consumo, um dos motores da economia já penalizado pela crise.

Em novembro, o consumo das famílias francesas caiu 0,1 por cento, com principal destaque para a energia e vestuário.