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Nigéria a braços com revolta social e ameaça de guerra civil

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Nigéria a braços com revolta social e ameaça de guerra civil

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O aumento do preço dos combustíveis inflama a revolta popular na Nigéria.

Os sindicatos convocaram uma greve nacional para a próxima segunda-feira em resposta à decisão do governo de suprimir o subsídio à compra de combustíveis.

Uma medida que fez duplicar os preços no país que é o maior produtor de petróleo em África.

Um manifestante mostra-se indignado com uma decisão, que segundo ele, “não vai mudar nada na crise que atinge o país e que afeta diretamente os cidadãos e o desenvolvimento”.

O corte do subsídio governamental faz parte do pacote de reformas económicas apresentadas no domingo pelo governo para reforçar a disciplina fiscal do país.

Ao clima de tensão social crescente soma-se a instabilidade no norte do país, agitado por uma série de atentados contra a minoria cristã do território. A seita islamita Boko Aram, que reivindicou as ações lançou no domingo um ultimato de três dias para que a população cristã abandone a região.

No sul do país, onde os cristãos são a maioria, um ex-responsável de uma milícia armada, numa entrevista à agência Reuters, não descartava a possibilidade de uma ação de represálias contra o grupo islamita. O mesmo responsável afirmava que o país poderia estar à beira de uma guerra civil.