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Presidente alemão reconhece erro mas não se demite

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Presidente alemão reconhece erro mas não se demite

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Christian Wulff reconhece ter cometido um erro mas não se vai demitir apesar do escândalo. O presidente alemão reiterou a vontade de terminar o mandato na entrevista concedida a duas televisões públicas nacionais.

O chefe de Estado reconhece ter cometido “um erro grave”, pelo qual volta a pedir desculpa, mas rejeita ter feito algo de ilegal: “Gosto de assumir as minhas responsabilidades. Assumi o cargo por cinco anos e pretendo, no final, apresentar um bom balanço, mostrar que foi bom e bem-sucedido presidente, fazê-lo com alegria e convicção. Sei que não fiz nada de ilegal mas nem tudo o que fiz foi correcto”.

As pressões para a demissão de Wulff acentuaram-se esta semana. O jornal alemão de maior tiragem, Bild, revelou que os dirigentes sofreram pressões do chefe de Estado. Wulff pretendia impedir a publicação de um artigo sobre a obtenção de um empréstimo imobiliário de meio milhão de euros, a taxas preferenciais, quando era presidente da Baixa Saxónia.

Horas antes da entrevista, Angela Merkel reiterou o apoio em Christian Wulff, mas o escândalo atinge a chanceler. Os seus opositores terão argumentos para duvidar da sua capacidade de julgamento, depois de, há um ano e meio, Merkel ter forçado a nomeação do aliado conservador.