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Painel de peritos defende legalização da eutanásia no Reino Unido

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Painel de peritos defende legalização da eutanásia no Reino Unido

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O relatório de um painel de peritos independentes reabre o debate sobre a eutanásia no Reino Unido.

O documento, entregue hoje ao parlamento, defende a legalização da morte assistida para os doentes terminais com uma esperança de vida inferior a um ano.

A eutanásia é atualmente um crime passível de uma pena de até 14 anos de prisão no Reino Unido, mas desde 2010 que a justiça se mostra clemente com alguns casos, como o de Susan McArthur que teria ajudado o marido a morrer, um doente terminal.

“Ainda hoje é difícil de aceitar que sou suspeita de ter infringido a lei… mas era a última coisa que podia fazer por ele”.

O relatório submetido ao parlamento defende um enquadramento estrito da legalização da eutanásia: terá de ser voluntária, limitada a pacientes com todas as faculdades mentais e com um prognóstico vital inferior a doze meses, certificado por dois médicos.

“A lei atual não funciona porque obriga as pessoas a uma morte solitária e por vezes prematura, sem proteger as pessoas mais vulneráveis”, garante o presidente da comissão independente autora das propostas.

Já as associações anti-eutanásia rejeitam a alteração da lei: “Estamos a falar de pessoas vulneráveis, deficientes, deprimidas, idosas ou doentes que se sentem sob pressão para pôr fim à vida por temerem ser um fardo para os outros”.

A Associação Médica Britânica reagiu ao relatório afirmando que a maioria dos seus membros está contra a legalização da morte assistida.

O governo rejeita a possibilidade de modificar a lei, sublinhando que cabe agora ao parlamento pronunciar-se sobre as propostas.