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Presidente do BNS recusa demitir-se

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Presidente do BNS recusa demitir-se

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O Banco Central da Suíça (BNS) está no centro de um escândalo mas o presidente Philipp Hildebrand recusa demitir-se enquanto tiver a confiança do governo. O executivo reiterou-a na quarta-feira e

Hildebrand quebrou agora o silêncio que guardava desde o início da polémica, a 23 de dezembro.

Em causa, a ordem de compra de meio milhão de dólares feita pela mulher do presidente do BNS, em agosto, três semanas antes do Banco Central ter fixado o limite cambial do franco suíço.

A maioria da imprensa helvética pede a demissão de Hildebrand, devido ao uso de informação privilegiada. Já o analista Jean-Pierre Beguelin defende: “É sempre difícil gerir os assuntos comuns num casal cujos membros agem de forma independente. É um caso infeliz para o Banco Nacional da Suíça mas não passará de uma tempestade num copo de água”.

A mulher do presidente do BNS, uma antiga “trader”, diz ter comprado os dólares porque na altura estava muito baixo e era um excelente negócio. Só informou o marido no dia seguinte.

Para já o escândalo fez rolar uma cabeça. O empregado do banco Sarasin, na origem da fuga de informação, foi despedido e é investigado pela justiça por violação do segredo bancário.