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Hungria quer reatar negociações com UE e FMI

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Hungria quer reatar negociações com UE e FMI

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É sob a pressão dos mercados que a Hungria quer reatar as negociações com a União Europeia (UE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Esta sexta-feira, a agência de “rating” Fitch baixou a nota da dívida húngara para o nível lixo, com perspetiva negativa, tal como tinha feito a Moody’s e a Standard&Poor’s.

Quase em simultâneo, o governo mostrava-se disposto a reatar as negociações para o empréstimo internacional, bloqueadas devido à lei que ameaça a independência do Banco Central.

Tamás Fellegi, ministro responsável pelas negociações com o FMI, diz que gostaria de chegar rapidamente a um acordo e acrescenta: “Estamos prontos a negociar sem condições prévias e a discutir tudo o que está na mesa, mas isso não significa que aceitaremos qualquer coisa a qualquer momento”.

O impasse está a penalizar a moeda húngara. O florim bateu na quinta-feira o nível mais baixo de sempre face à divisa europeia, a 323 florins por euro, e terminou o dia a 316. No mesmo dia, Budapeste não conseguiu também vender todos os títulos da dívida a dez anos que tinha emitido e as taxas aproximaram-se dos dez por cento.

A Hungria precisa de um empréstimo de 20 mil milhões de euros para fazer face a uma grave situação financeira. Mas as discussões com a foram suspensas com o primeiro-ministro Viktor Orban a teimar na aplicação da polémica lei.