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A "taxa Tobin" já não é o que era

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A "taxa Tobin" já não é o que era

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Em quatro décadas, a “taxa Tobin mudou de adeptos, perdeu amplitude e campo de ação. A medida proposta por James Tobin, em 1972, foi popularizada pelos altermundialistas, recuperada pelos governos de direita, será dificilmente aplicada a nível mundial e não visa todas as operações dos mercados.

Circunscreve-se às transações financeiras e à Europa e nem isso é consensual. A França quer avançar já e, se for preciso, sozinha.

Mas para o analista Robert Halver não é possível: “Não faz sentido aplicar a taxa sobre as transações financeiras num único país, porque os investidores irão para outros, como Inglaterra ou Alemanha, para realizar os negócios. Temos de ter um imposto para as transações financeiras em todos os países da zona euro”.

Muitos querem fazer pagar ao sistema financeiro o preço da atual crise, mas não há acordo nem a nível mundial nem europeu.

O Reino Unido, por exemplo, está pronto a vetar um acordo para proteger a City. A fuga de capitais, garantem os analistas, seria muito superior às receitas da “taxa Tobin”.