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Governo nigeriano enfrenta protestos altamente inflamáveis

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Governo nigeriano enfrenta protestos altamente inflamáveis

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Os protestos contra a subida dos preços dos combustíveis aumentam de tom na Nigéria.

Pelo menos uma pessoa morreu durante confrontos entre manifestantes e polícia, esta manhã em Lagos.

Ao longo do país milhares de pessoas desceram às ruas para protestar contra a medida com que o governo pretende reforçar a disciplina fiscal.

Os principais sindicatos nigerianos convocaram uma greve por tempo indeterminado contra o fim do subsídio estatal aos combustíveis, que fez duplicar o preço nas bombas de gasolina desde o início do ano.

Oficialmente, os protestos não afetaram a produção petrolífera naquele que é um dos maiores exportadores de crude do continente africano.

No entanto um funcionário de uma refinaria afirma ter sido impedido de chegar ao local de trabalho: “os manifestantes bloquearam os principais acessos à cidade de Lagos, os bancos e as lojas estão encerrados e temos medo de ser atacados pelos manifestantes”.

O presidente nigeriano, Goodluck Jonathan recusou voltar atrás na decisão que representa um corte de 6 mil milhões de dólares nas despesas do estado.

Os economistas mostram-se divididos quanto à solução de suprimir o subsídio. Se por um lado as ajudas fomentavam a corrupção, por outro, os críticos consideram que o governo poderia ter realizado cortes noutras áreas, evitando enfrentar-se à ira popular.