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Nigéria: Greve contra subida do preço dos combustíveis degenera em violência

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Nigéria: Greve contra subida do preço dos combustíveis degenera em violência

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A Nigéria de novo abalada por uma greve por tempo indeterminado contra a subida dos preços dos combustíveis, a sexta do género desde 2002.

Milhares de pessoas desceram às ruas para protestar contra a decisão do governo de cortar os subsídios estatais sobre os combustíveis que fez duplicar os preços desde o início do ano.

Um manifestante afirma: “o governo pensa que estamos doidos, mas não estamos. Somos cidadãos responsáveis e dizemos o que pensamos, ou seja, que estamos contra a subida do preço dos combustíveis”.

As manifestações degeneraram em confrontos com a polícia que provocaram pelo menos três mortos em Lagos e na cidade de Kano, no norte do país, assim como dezenas de feridos.

Oficialmente, a greve não afetou a produção petrolífera naquele que é um dos maiores exportadores de crude do continente africano.

O presidente nigeriano, Goodluck Jonathan recusou voltar atrás na decisão, que representa um corte de 6 mil milhões de dólares nas despesas do estado, em nome do reforço da disciplina fiscal.

Os cinco protestos similares do passado tinham terminado com o restabelecimento dos subsídios governamentais. Para os sindicatos o governo escolheu a pior forma de se atacar à corrupção no país.