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PE discute qual o melhor modelo para "Taxa Tobin"

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PE discute qual o melhor modelo para "Taxa Tobin"

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Os defensores do imposto sobre as transações financeiras defendem que este disciplina os mercados e permite criar receita para os estados. Os críticos dizem que levará à fuga de capitais se não for uma medida global. O tema foi discutido na comissão de assuntos económicos e monetários do Parlamento Europeu no dia em que o presidente da França reafirmou que vai avançar com a chamada “taxa Tobin”, mesmo que unilateralmente.

Mas a eurodeputada Anni Podimata, que prepara um relatório sobre o tema para apresentar em Fevereiro, avisa dos perigos. “Tenho muitas reservas quanto a uma posição unilateral da França porque um dos presupostos básicos para promover a introdução de um imposto deste tipo ao nível da União Europeia (UE) é a necessidade de evitar a fragmentação do mercado interno de serviços financeiros existente na UE”, explicou à Euronews a eurodeputada grega do grupo Aliança dos Socialistas e Democratas Progressistas.

A decisão de Nicolas Sarkozy foi reafirmada depois de uma reunião com a chanceler alemã, Angela Merkel, que gosta da ideia desde que aplicada aos 27 estados membros, ou pelo menos aos 17 da zona euro. Mas a Grã-Bretanha está totalmente contra o imposto, pelo impacto que terá na City de Londres.

“Na Grã-Bretanha criámos um imposto sobre a nossa banca. O que não é justo é impor ao setor financeiro que suporte o fardo europeu, já que 70% dessa indústria está em Londres. Suspeito que é por isso que o senhor Sarkozy está tão interessado em impor esta taxa. Sugiro-lhe que imponha antes uma taxa sobre o queijo”, ironizou à Euronews Ashley Fox, eurodeputado britânico do grupo Reformistas e Conservadores Europeus.