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Bashar al-Assar promete firmeza mas nega ordens de repressão a tiro na Síria

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Bashar al-Assar promete firmeza mas nega ordens de repressão a tiro na Síria

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O presidente sírio promete reformas e firmeza para enfrentar a revolta popular.

Num discurso muito aplaudido na Universidade de Damasco, retransmitido pela televisão estatal, Bashar al-Assad, negou, mais uma vez, ter dado ordens para disparar contra o povo:

“- Não há qualquer ordem, seja a que nível for, para disparar contra os civis neste país. A prioridade, agora, é recuperar a segurança que reinou aqui, durante décadas. O que apenas se consegue com mão de ferro contra os terroristas”.

Desde meados de março que a Síria enfrenta uma onda de protestos reprimidos com violência, mas o regime não reconhece a amplitude da revolta e atribui as desordens a grupos terroristas manipulados pelo estrangeiro.

No entanto, todos os dias aparecem na internet vídeos com manifestações que acabam em banho de sangue.

Segundo a ONU, mais de 5 mil pessoas morreram às mãos das forças da ordem em nove meses. As autoridades sírias falam em 2000 soldados e polícias mortos.

O discurso de Assad surge no meio de uma polémica sobre a missão dos observadores de Liga Árabe, considerada ineficaz perante a continuação da repressão.

“- Não fechamos a porta a possíveis soluções ou sugestões, não fechamos a porta a nenhuma iniciativa árabe, desde que respeite a soberania síria, a nossa liberdade de decisão e a unidade de nossa nação”

No dia 12 de novembro, a Liga Árabe suspendeu a Síria de todas as instâncias, e a 27 de novembro impôs ao país sanções económicas.

No fim de dezembro, a organização internacional enviou observadores para verificar a aplicação de um plano para resolver a crise, aceite por Bashar al Assad em princípios de novembro. O plano contempla a libertação dos detidos, o fiim da repressão, a retirada militar das cidades e a abertura de um diálogo com a oposição.

No mesmo discurso, al-Assad também anunciou a convocação de um referendo constitucional para a primavera:

“- Vamos fazer um referendo sobre a nova Constituição na primeira semana de março, depois da Comissão encarregue de a elaborar terminar o tarbalho.”