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Dez anos de Guantánamo

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Dez anos de Guantánamo

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Há dez anos chegavam os primeiros prisioneiros a Guantánamo. Numa década foram quase 800 os detidos que passaram pela controversa prisão. Atualmente há 171 presos. Mais de metade são “elegíveis para libertação”, mas há 46 que vão continuar detidos por tempo indeterminado e uma minoria que vai ser julgada por comissões militares.

“No décimo aniversário de Guantánamo, não poderia ser mais claro que é um lugar catastrófico legal, ética e moralmente e em termos da nossa segurança nacional. Foi um laboratório de tortura e representa o princípio da detenção militar indefinida, sem acusação ou julgamento pelos Estados Unidos. É um fracasso dos nossos valores democráticos e chegou o tempo de fechá-la”, acusa Hina Shamsi, diretora do Projeto de Segurança Nacional da União Americana das Liberdades Civis.

Dois dias depois de ter assumido o poder em 2009, Obama assinou um decreto que previa o encerramento de Guantánamo num ano. Mas passou um ano, outro e mais outro e a prisão continua aberta…

“O que a administração Obama tem tentado fazer é analisar caso a caso para decidir se os vai julgar, libertar, transferir ou optar pela categoria de detenção indefinida. Foi isto que eles decidiram fazer. Portanto, basicamente, quando optam pela detenção indefinida, o preso nunca mais se livra de Guantánamo”, sublinha Karen Greenberg, diretora do Centro de Segurança Nacional da Faculdade de Direito de Fordham.

O Congresso proibiu a transferência dos prisioneiros de Guantánamo para solo norte-americano. 598 detidos foram transferidos para outros países.