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Justiça francesa chega à mesma conclusão que a ruandesa..em 2006

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Justiça francesa chega à mesma conclusão que a ruandesa..em 2006

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Desde o genocídio do Ruanda que as várias comissões de inquérito denunciavam os tutsis como autores do atentado com mísseis que abateu o avião do presidente.

Mas a mais recente perícia judicial conclui que foram extremistas da guarda do presidente hutu que dispararam os dois mísseis do campo militar de Kanombe, no dia 6 de abril de 1994. Fica assim ilibado o atual presidente Kagamé, tutsie, e os seus familiares e amigos.

O papel dos militares franceses, no momento do atentado, e durante o massacre de 800 mil tutsis, também tem sido objeto de litígio entre Paris e Kikali

16 anos depois o relatório balístico solicitado pelo juiz Marc Trévidic, prova que os mísseis contra o avião de Juvenal Habyarimana foram disparados do campo da própria guarda presidencial e não da posição dos rebeldes tutsis.

O advogado do presidente Kagame, que era líder da Frante Nacional Patriótica, na altura, confirmou as conclusões:

“O relatório pericial confirma o lançamento de mísseis do campo de Kanombe”“.

O advogado da viúva do presidente Habyarimana, não se precipita em apreciações:

“Sabem como é a linguagem dos peritos. São 300 páginas de conclusões que vamos examinar detalhadamente”.

Em 2010 o relatório do governo ruandês ljá tinha designado o círuclo próximo do presidente como mandante do assassinato para abortar um plano de partilha de poder com os rebeldes de Kagame.

Responsável pelo inquérito no Ruanda, Jean Mutzinzi:

“O avião foi abatido por um míssil do campo de Kanombe, por isso só pode ter sido disparado por militares.”

A investigação inicial francesa, apresentada em 2006, tinha conduzido ao lançamento de mandados de captura de amigos e familiares do presidente Kagame.

As relações entre Paris e Kigali estiveram tensas até à visita de Kagame a Sarkozy, em Setembro de 2011.