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Monti alerta Merkel para o risco de protestos sistémicos em Itália

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Monti alerta Merkel para o risco de protestos sistémicos em Itália

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A Alemanha e a União Europeia devem dar a mão à Itália, caso contrário as consequências poderão ser devastadoras. Este foi o contexto que serviu de base ao encontro entre Angela Merkel e Mario Monti em Berlim, antes da cimeira dos 27, no próximo dia 30.

A chanceler alemã deixou bem claro que não esteve em debate a criação de novos estímulos económicos, antes uma maior racionalização dos que já existem. Merkel elogiou a implementação das medidas de austeridade em Itália que, considera, irão fortalecer o país e melhorar as perspetivas futuras, assinalando a rapidez com que foram impostas.

Por outro lado, Monti ressalvou que os italianos necessitam urgentemente de perceber que os sacríficios que lhes estão a ser pedidos têm resultados concretos, sob pena de gerarem uma perigosa vaga de contestação social. Qual é o exemplo a seguir? Segundo o primeiro-ministro, é a Alemanha, porque é um país “que consegue demonstrar que a disciplina orçamental e uma economia baseada no mercado aberto são a receita para o crescimento.”

Os media italianos não páram de alertar para a iminência de protestos generalizados, caso a situação depauperada do país não se comece a inverter. Uma Itália em colapso representa uma ameaça muito maior do que a Grécia para o conjunto europeu. Roma enfrenta uma dívida soberana que atinge quase os 2 biliões de euros.