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Haitianos continuam sem casas dois anos depois do sismo

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Haitianos continuam sem casas dois anos depois do sismo

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O tempo parou no dia 12 de janeiro de 2010 em muitos locais do Haiti. As feridas abertas com o terramoto mais mortal da história do país demoram a cicatrizar. Se já nada pode ser feito pelos cerca de 300.000 mortos, quase tudo continua por fazer para alojar o milhão e meio de pessoas que ficaram sem casas.

“Agora que o período de emergência terminou, pedimos à comunidade internacional que se comprometa de novo na construção a longo prazo”, afirma o ministro dos Negócios Estrangeiros, Laurent Lamotte.

Apesar dos milhares de milhões de dólares prometidos ao Haiti para a reconstrução do país, os residentes veem poucos resultados concretos. Os raros exemplos têm origem em iniciativas privadas, como esta escola financiada financiada por uma associação de estrelas de Hollywood.

“Sensibiliza-me bastante ver que há pessoas que pensam em nós de forma positiva. Isto são coisas que o governo deveria fazer. Ver que há artistas internacionais que constroem aqui uma escola no Haiti tem para mim uma grande importância” – explica um dos alunos.

Os atrasos na reconstrução do país motivaram uma manifestação que juntou ontem cinco mil pessoas nas ruas da capital. Esta quinta-feira o país recorda a tragédia em várias cerimónias oficiais.