Última hora

Última hora

Morte de cientistas enfurece iranianos

Em leitura:

Morte de cientistas enfurece iranianos

Tamanho do texto Aa Aa

A tensão está ao rubro entre o Irão e o ocidente. Os incidentes sucedem-se há dias.

O último foi o atentado contra um cientista em Teerão, esta quarta-feira.

Uma bomba magnética colocada na parte de baixo do automóvel acabou com a vida de Mostafa Ahmadi Roshan, cientista nuclear de 32 anos e destacado na central de enriquecimento de urânio de Natanz.

Outros três cientistas, dois deles envolvidos no programa nuclear, foram assassinados anteriormente, de modo similar, a partir de janeiro de 2010, em Teerão. A imprensa radical iraniana pede represálias contra Israel, a quem responsabiliza dos atentados

Hassan Hanizadeh:

“- Com estes actos de terror, Israel tenta impedir as actividades nucleares da república do Irão. E a República de Irão tem provas, que dará à ONU, de que Israel tem tentado criar um problema de segurança no Irão através do terror .

Acusações que surgem em plena crise entre o Irão e o Ocidente sobre o programa nuclear iraniano, cuja finalidade militar é cada vez mais duvidosa, apesar dos protestos iranianos.

Na segunda-feira, a Agência Internacional para a Energia Atómica confirmou que Irão enriquece urânio neste búnker subterrâneo para perto de Qom a um nível superior que em outras instalações para fabricar a arma atómica.

O programa nuclear iraniano é a chave para estabelecer as ligações entre os últimos incidentes, como explica um perito em geopolítica, Carne Ross:

“- Houve vários episódios: as manobras navais iranianas no estreito de Ormuz, a ameaça de Estados Unidos no caso dos iranianos mantiverem a posição…Também foi abatido um avião não tripulado norte-americano, ao que parece, no espaço aéreo iraniano. Estamos a viver igualmente uma escalada verbal entre os Estados Unidos, e o ocidente, por um lado e o Irão por outro.”

Neste contexto, os Estados Unidos anunciaram a chegada de um segundo porta-aviões à região, enquanto os Guardas da Revolução planeiam mais manobras navais na zona do estreito de Ormuz e no Golfo Pérsico.

Em dezembro, Teerão ameaçou fechar o estreito, estratégico ao tráfico petrolífero internacional, mas reconsiderou.